22 de mai de 2009

HÁ PAZ NO FIM DO TÚNEL

Corações divididos esvaídos choram e oram
Traídos na bestialidade deszoomorfizada do homem
Perdido, enredado, acuado, escondido
No sem sentido do ser que vaga sozinho de si mesmo

Enquanto isso o cósmico conspira com ele
Recolhendo lágrimas reticentes escoando da terra
Manchando o eterno éden premeditada primavera
Que era uma idéia, se fez verbo e depois morte.

Mas já brilha azul o horizonte do medo
Lábios coloridos mostram sorrisos de paz
Há esperança enraizada em coração enredo
Do homem-menino que no amor se faz

Abraços, enlevos macios, sonhos e futuro alento
Riscam os ares da vivência vermelha que reclama
Apontando olhos de criança sorrindo no verde vento
Que trará luz, enfim, para a alma humana

E, fazemos versos regaços em laços de abraços com as mãos pedintes do amor da Paz!

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HÁ PAZ NO FIM DO TÚNEL by Lucy Bortolini Nazaro is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

13 de mai de 2009

PINTANDO A ALMA

um ontem esquecido na mente trouxe o dia... nova vida
pintada cortada colada pensada colorida permitida
um hoje conscientemente apareceu finalmente
viu o verde herdado preparado manchado e esquecido num repente

colorido de um vermelho malvado salgado molhado
deixado perdido sem sentido não revelado
peguei então meus pincéis olhei o azul sem cor de céu
e comecei minha tela retirando um imenso véu

o cavalete era o vento que ajudava a trabalhar
inspirava a pincelada no seu lento soar
sem a pressa dos finitos imaginei começar
tinha tudo ali mesmo precisava apenas olhar

junto ao lado a inspiração compassada batia com o coração
bailavam nuvens copadas ao som de uma canção
estrelas se juntavam e riam de minhas tintas
na vingança colorida as transformei somente em pintas

anjos e asas e olhos e tronos sem donos se amontoavam
exibindo seu vigor me pedindo por favor...
mas eu queria o inusitado e esperei com muita calma
até que enfim descobri queria pintar a alma

guardei telas e tintas não levara as cores do infinito
o vermelho não seria, o verde não poderia
o azul pertence ao céu, o amarelo ao sol
o branco é da paz e até muito bonito

o lilás é para orquídeas, mas e as cores do infinito?!!!??

volto quando descobrir...

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Pintando a Alma by Lucy Bortolini Nazaro is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

6 de mai de 2009

Dia 05 de maio de 2009. 15 ANOS SEM A PRESENÇA FÍSICA DE MÁRIO QUINTANA

Mário Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS) em 30 de julho de 1906 e faleceu, em Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994, próximo dos 87 anos. Com 60 poemas inéditos, organizados por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, sua "Antologia poética", foi publicada em 1966, no Rio de Janeiro. Comemorando seus 60 anos, em 25 de agosto o poeta foi saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira. Recebeu elogios de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto.
Na contramão do Modernismo, em 1940 estreou com um livro de Sonetos “A Rua dos Cataventos”. Em 2001, a editora gaúcha Artes e Ofícios publicou postumamente o seu último volume de poemas inéditos “Água”.
Mario Quintana partiu para a liberdade total no mesmo dia do enterro de Airton Senna. Mas nosso poeta foi silencioso, (“O silêncio é um espião” (M.Q). O Poeta deixa saudades e seu legado literário esplêndido, que embala nossos dias leitores. “Todos estes que aí estão / atravancando o meu caminho, / eles passarão. / Eu passarinho.” Muitos passaram, na verdade, Ele? Jamais!!!
O Hotel Majestic, no Centro de Porto Alegre, onde residiu durante muito tempo, foi transformado na Casa de Cultura Mario Quintana.
Entre os muitos presentes que nos deu, aí estão:

Os degraus
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar seus monstros.
Não subas aos sótãos — onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo... (Baú de espantos)

Crônica
Ah, essas pequenas coisas, tão quotidianas, tão prosaicas às vezes, de que se compõe
meticulosamente a tessitura de um poema... talvez a poesia não passe de um gênero de
crônica, apenas: uma espécie de crônica da eternidade. (80 anos de poesia)

Convite
Basta de poemas para depois...
Ó Vida, e se nós dois
Vivêssemos juntos? (Baú de espantos)

Aceitemos esse convite! A Poesia é alimento do espírito e todos precisamos muito mais que apenas pão para viver!

5 de mai de 2009

Dias 01 a 03 de maio VI FESTA DA FAMÍLIA BORTOLINI no Santa Mônica Clube de Campo em Curitiba-PR



Nos dias 01 a 03 de maio de 2009, reuniram-se, no Santa Mônica, Clube de Campo, de Curitiba, em torno de mil pessoas, todos descendentes dos Bortolini, vindos da Itália, em torno de 1870. Foi o 6º Encontro, denominado VI Festa da FAMÍLIA BORTOLINI, idealizado, entre outros, pelo Ir. Armando Bortolini.
A Festa tem o objetivo de proporcionar a oportunidade de encontro dos Bortolini para ampliar o conhecimento e cultivar a amizade parental. Resgatar os hábitos culturais, sociais e religiosos, gastronômicos e recreativos, visando o cultivo da memória dos antepassados. Ampliar e estreitar os laços de amizade existentes entre os descendentes das famílias Bortolini de forma permanente. Incentivar os jovens a continuarem o Movimento Família Bortolini como forma de cidadania e convivência solidária. Apoiar e valorizar a busca permanente de dados históricos da Grande Família Bortolini.

Meu Livro: Quem tem Medo de Gatos? E outras estórias (Ed. Vozes)

Meu Livro: Quem tem Medo de Gatos? E outras estórias (Ed. Vozes)

Sonhos são como nuvens valsando flocos de algodão

Minha foto
Palmas, Paraná, Brazil
Quando o coração começa a viajar cedo na vida, vai se espalhando e esparramando um pedaço da gente em cada canto por onde passamos. Acho que comigo foi algo assim. Minha família sempre ficou com a maior parte, talvez, também, a melhor, mas alguns pedacinhos indiscretos foram se perdendo pelos caminhos. Quando comecei a querer recrutá-los de volta, mandei muita correspondência, escolhi a forma poemas, a forma frases, pensamentos, mas nenhuma resposta imediata. Depois, enviei contos, romance... e usei a internet com suas múltiplas doses de endereços. Comecei a perceber que o que deixei para trás não há como recuperar, mas há sim um jeito de reconstruir esse coração, com novos arranjos, novos pedaços, colhidos aqui e acolá, alguns até parecidos com o meu, e penso que posso torná-lo inteiro novamente. Continuo usando as mesmas formas, porém, com novas fórmulas e novos endereços. Estou gostando das respostas que recebo. Meu coração ainda viaja, mas agora tenho roteiro e carteira de motorista! Prof´Eta (Professora e Poeta).

PÉROLA DO UNIVERSO

Uma curva desvia o que era destino,
Uma força, um vento, um siroco menino
Um grão perdido no sideral espaço
Cria a pérola solitária do universo.

Um róseo coração saltita pelos ares
Navega em barco a vela pelos mares
Voa inquieto, solitário burbulhando amor
Enfeitando jardins verdes de colorida flor.

Há um sonho que insiste se mostrar amarelo,
O quero azul, verde ou vermelho, mas sincero
Exibindo a nave do cósmico voante que o leva
E me busca e em dreams suaves nos enleva.

Mais um risco de um vento no universo... e um grão se fará pérola...

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