18 de mai. de 2011

Lançamento de livro do Prof. Velocino Fernandes acontece em Palmas



A Câmara Municipal de Palmas foi palco, nesta tarde de 18 de maio, as 15h, do Lançamento do livro de Velocino Fernandes. Lá estavam autoridades do Legislativo municipal, Chefes de Departamento do Município, Representantes da 15ª Cia de Engenharia de Combate, membros da Academia Palmense de letras, Diretora do IFPR de Palmas e amigos do Professor.
Ele foi homenageado pela Escola de Artes da Prefeitura Municipal e em seu pronunciamento deu destaque ao valor da Educação para a formação de um país.
Parabenizamos o Professor/Escritor e desejamos sucesso, em nome da APAL, neste seu segundo livro, de grande importância para se conhecer um pouco mais nosso país, através da prosa gostosa que ele desenvolve em toda a obra.
Parabéns, Prof. Velocino!

16 de out. de 2010

A VIAGEM Uma homenagem aos que desembarcaram tão cedo, neste outubro de 2010.

Dia desses recebi um e-mail que comparava a vida à uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante porque, se pensarmos um pouco, nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...
Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem encontramos duas pessoas que acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam deixando-nos órfãos de seus carinhos, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que durante a Viagem embarquem pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.
Muitas pessoas tomam esse trem a passeio, outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. No trem há também outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros viajam no trem de tal forma que quando desocupam seus assentos ninguém sequer percebe. Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de atravessarmos, com grande dificuldade, nosso vagão e chegarmos até eles. Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... Quem entrará? Quem sairá? Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas também como o término de uma etapa da estória pessoal de quem desembarcou, de uma história que duas ou mais pessoas construíram e que permanecerá como parte de sua, de nossas vidas até o infinito. Elas partem, mas deixam sempre algo conosco e isso sobrevive a tudo e a todos. Assim foi com Sérgio, com Artur, com Sandra, com Mauro e tantos outros que desembarcaram recentemente.
Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que ele tem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.
O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei/ deixarei saudades? Sim. Todos sentimos, todos deixamos. E me agarro na esperança de que em algum momento estarei na estação principal e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.
Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo.

Lucy Bortolini Nazaro
Escritora. Membro da APAL e da ALAP.

Meu livro "Quimeras" no You Tube Visite!


Meu livro de poesias Quimeras, foi colocado no you tube, por Iara Melo . Ficou lindo. Visitem e leiam. Obrigada.

3 de out. de 2010

Dia 02 de outubro é comemorado o aniversário de Ghandi


Túmulo de Gandhi- Nós estivemos lá.

Dia 2 de Outubro é feriado na Índia, pois celebram o aniversario de nascimento de Mohandas K. Gandhi

Gandhiji (o sufixo indica respeito na Índia) nos mostrou como enfrentar de forma resolvida ao medo, a compreender a importância da verdade e a trabalhar para a erradicação da pobreza, o analfabetismo e a discriminação", disse a presidente, Pratibha Patil, em mensagem divulgada às vésperas da comemoração.
Centenas de pessoas, entre elas crianças, se aproximaram no dia 02/10/10 do mausoléu de "Mahatma" (Grande Alma) para cantar canções e espalhar pétalas sobre a lâmina de água do monumento, segundo a agência de notícias "Ians".

Nascido em 2 de outubro de 1869 no atual estado de Gujarat (oeste da Índia), Gandhi estudou Direito na Inglaterra e viveu na África do Sul antes de liderar a luta pacífica pela independência indiana do Império Britânico, obtida em 1947.

Gandhi fez da "não violência" ou desobediência civil uma estratégia de luta contra o Império Britânico, defendeu por acabar com a injustiça perpetuada pelo sistema de castas e foi um firme defensor da harmonia interreligiosa.

"Sigamos o caminho da verdade e da não violência, vamos nos dedicar a promover a paz, a tolerância, a harmonia e a trabalhar pelo progresso da nação", pediu a presidente indiana por causa do aniversário.

Om Shanti e Ahimsa

Nota de Falecimento: Faleceu dia 03 de outubro/2010, o Presidente da Academia Paranaense de Letras, Ilustre Senhor José Carlos Veiga Lopes



É com pesar que informamos o falecimento, na data de hoje - 03 de outubro de 2010,

do Ilustre Senhor José Carlos Veiga Lopes - Presidente da Academia Paranaense de Letras.
O corpo foi velado no Cemitério Parque Iguaçu em Curitiba e o sepultamento , no dia 04/10/10 as 11 horas no mesmo local. (Informação pela Poeta Andréa Motta- Adm. Blog Simultaneidades)

Nascido em Curitiba em 07 de maio de 1939, formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná, apaixonado por História. Escreveu vários livros:

Sapecada - Contos regionalistas dos Campos Gerais (1972).

Esboço Histórico da Fazenda Santa Rita - edição mimiografada em 1973, e 2ª edição em 1974.
As Aves do Céu tem ninhos - Romancete Regionalista dos Campos Gerais - (1977).
Curucaca - Ensaios sobre a ave símbolo dos Campos Gerais - (1981).
Açoiteira - Contos regionalistas dos Campos Gerais - (1991).
Origens do Povoamento de Ponta Grossa - Estudo Histórico - (1999).
Raízes da Cidade da Palmeira - Estudo Histórico - (2000)
Informações sobre os bens de Nossa Senhora das Neves no Paraná - Estudo Histórico (2000)
Antecedentes históricos de Porto Amazonas

Em sua Fazenda Butuquara encontra-se um Museu de Arte Popular Brasileira, com objetos de arte popular de todos os Estados Brasileiros, contendo cerca de 2.000 peças, colecionados desde o ano de 1.955.


Em nome da APAL-Academia Palmense de Letras, de Palmas-PR enviamos nosso pesar à família enlutada

19 de set. de 2010

Sobre o Lançamento do Livro“Nós Podemos Ser Mais do que Somos”, de Vanderlei Roberto Silva


Aconteceu, com sucesso, no último dia 15 de setembro, data natalícia de Vanderlei, o lançamento de seu livro, na Livraria Kayngangue. Lá estiveram seus familiares, amigos, empresários, políticos e representantes da Academia Palmense de Letras-APAL.
Eu fui agraciada com a primeira leitura da obra, uma vez que contribuí com a revisão ortográfica do mesmo e com o Posfácio. Tenho a dizer que quando o visitei na prisão me surpreendi com o seu estado de ânimo no ato da escritura, em sua alegria pelo término do livro. Confesso que encontrei um autor cheio de esperanças, alguém que aproveitou o tempo de sua liberdade cerceada para dedicar-se às leituras, para crescer espiritualmente, para voltar-se ao lado mais humano que existe dentro de nós e que nem sempre lembramos. Alguém que se superou.
Quando ele e o apresentou como “Projeto Cabrito inicia dia 10 de julho de 2010” e me contou sobre o que iria escrever, leu partes dele para mim, fiquei surpresa. Realmente se trata de uma obra escrita por alguém que se deu conta da roda viva em que sua vida se transformou, sempre priorizando o trabalho, a corrida desenfreada pelo ter, deixando de lado a si próprio, como um ser humano, criado por Deus para simplesmente “Ser Feliz”.
E, ainda, como esta “parada obrigatória”, nesta etapa de sua existência, o levou a questionar-se sobre o que fez consigo mesmo e com os que o amavam. Mas, como ele mesmo diz “Tudo tem um propósito, nada acontece por acaso”, se ali está alguma coisa ele deve aprender e que este aprendizado seja profícuo para sua vida. Ele tomou como inspiração, para sua escritura, o escritor italiano OG. Mandino, usou algumas citações e fez paráfrases.
Hoje, Vanderlei convive com pessoas tão iguais em nascimento, sendo todos filhos da criação Divina, mas tão diferentes em sua trajetória de vida. Aprendeu a ter paciência, a conviver com apenas o necessário, a deixar o supérfluo de lado, a compartilhar a vida, a ter piedade, compreensão, entendimento sobre as agruras da vida, na medida do possível e, principalmente a ouvir o outro sem julgá-lo.
Neste ato de ouvir, Vanderlei conheceu muitas histórias, histórias que poderiam ter sido diferentes, mas não foram. Histórias que nos assustam, mas nos mostram o quanto somos individualistas e não solidários, histórias que nos mostram uma história da sociedade que preferíamos não saber, talvez por isso fazemos ouvidos moucos.
Vanderlei se deu conta e nos mostra parcelas da miserabilidade do mundo, da sociedade injusta, diferenciadora e cruel. Da falta de carinho, de amor e cuidados para com nossas crianças e jovens que se desviam para o caminho da tragédia, como é o caso do caminho das drogas. Se deu conta da falta de oportunidades a todos eles, no momento que seria o certo em suas vidas. Se deu conta, enfim, o quanto foi abençoado por Deus e o quanto tem a agradecer pelos seus 37, quase 38 anos de vida.
Não guarda rancores, procura compreender os porquês. Procura sua liberdade como o reconhecimento de sua verdade. Mas guarda todos os conhecimentos que obteve com esse acontecimento terrível de sua vida. Aprendeu, principalmente, qual é o sentido verdadeiro da amizade desinteressada. Confirmou que o amor maior e o verdadeiro berço que nos acolhe, nos cuida, confia em nós e nos ama incondicionalmente é a FAMÍLIA!
Assim, a leitura e revisão de sua obra foram uma forma de reolhar o mundo a minha volta, de reolhar para mim mesma como parte de um coletivo que, como muitos, talvez eu queira ignorar. Por medo? Insegurança? Preguiça? Comodismo? Sabe-se lá quantas outras desculpas podemos dar. O fato é que vivemos em coletividade, deveríamos conviver, sermos uma comunidade, onde cada qual pode e deve saber que faz a diferença.
Acredito que agora Vanderlei sabe que faz a diferença quando age com a dignidade de um Ser Humano feito a imagem e semelhança do Criador e que não veio a este mundo a passeio. Aprendeu o valor e a verdade das palavras: amor, família, amizade, justiça, verdade, dignidade e, principalmente Liberdade!
Com certeza, dessa experiência não nasceu um santo, um pastor, ou algo do gênero, mas pode ter nascido e nasceu um novo homem e mais um escritor nessas terras do Pé vermelho!
EM NOME DA APAL E DA ALAP, PARABÉNS AO VANDERLEI PELO LIVRO E PELO SUCESSO NO LANÇAMENTO DE SUA OBRA!

19 de ago. de 2010

Ofereço serviços de Consultoria

Estou oferecendo serviços de consultoria, desde a redação de discursos, redação de textos e/ou poesias para datas específicas, correção de textos, de trabalhos, até a revisão de livros escritos por você: obras literárias, históricas e outras. Se você escreve, tem um livro, está organizando um e pretende publicar posso te ajudar. Entre em contato, se informe e veja seu livro publicado. Depois de publicado você decide se quer adquirir um exemplar ou mil!!! Muitas vezes queremos apenas ter o livro, guardar para nossa família, sentir o prazer de se ver publicado e poder guardar para mostrar aos filhos, netos, amigos... o que produziu. Então, agora você pode ter o seu livro sem muitos gastos. Informe-se pelo e-mail: lucynazaro@yahoo.com.br!

19 de jun. de 2010

Saramago nos deixa em 18/06/2010

José de Sousa Saramago, escritor português nasceu em Portugal na freguesia da Azinhaga (*), do concelho de Golegã, em 16 de Novembro der 1922. Filho dos camponeses José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida. No seu livro "As Pequenas Memórias" (2006), o escritor conta que Saramago era, na verdade, o apelido pelo qual seu pai era conhecido na aldeia, e também o nome de uma planta que serve de alimento para os pobres quando há escassez de comida. Saramago comprou seu primeiro livro aos 19 anos e antes de se dedicar à literatura foi mecânico, desenhador, funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Foi director literário de uma editora, fez crítica na revista “Seara Nova” e comentários políticos no jornal Diário de Lisboa, tendo ainda sido director-adjunto do Diário de Notícias em 1975. A partir de 1976 dedicou-se em exclusivo à literatura e à actividade política, sendo autor de poemas, contos, crónicas, ensaios políticos, peças de teatro e romances. Publica desde 1994 o diário “Cadernos de Lanzarote – 5 volumes até 1998, do nome da ilha das Canárias onde fixou residência. A sua obra adquiriu projecção internacional, sendo um dos autores portugueses mais traduzidos.
José Saramago foi escritor da nova geração do romance em Portugal. Dedicou-se, além do romance, ao conto e ao teatro, tendo suas primeiras produções datadas de 1966. Memorial do Convento é de 1982 e representa uma investida no campo da narrativa histórica. O volume percorre um período de aproximadamente 30 anos na História de Portugal à época da Inquisição. O cenário é rico, registrando não só o fato histórico, mas reconstituindo a vivência popular, numa viagem a diferentes povoados ao redor de Lisboa. O rei D. João V necessitava de herdeiros e o ventre de D. Maria Ana não os concebia. Fez ele, então, uma promessa de levantar um convento em Mafra, para que a concepção ocorresse. Em paralelo, segue-se o registro da vida do povo, através do enfoque do soldado que perdeu a mão esquerda na guerra contra os espanhóis. Baltasar Sete-Sóis, em um espetáculo da Inquisição, conheceu Blimunda, mulher de poderes mágicos, que enxergava dentro das pessoas, e cuja mãe, por ter poderes semelhantes, havia sido desterrada para Angola. Desafiando os rigores da religião, ambos se "casam" através de um ritual de sangue. Baltasar torna-se ajudante do Padre Bartolomeu Lourenço, que, sob a proteção do rei, concebia uma máquina de voar, (a passarola). Sob o signo da máquina de voar unem-se ideais: os cultos, representados pelo padre Bartolomeu de Gusmão e pelo músico Scarlatti, e os populares, ancorados em Blimunda e Baltasar. Padre Bartolomeu viaja, enlouquece e morre. Blimunda, após o sumiço de Baltasar, passa a procurá-lo, encontrando-o nove anos depois em circunstâncias trágicas. A narrativa segue direto, sem interrupções, vigorosa e rica. Saramago procura dar à linguagem o tom das crónicas históricas, reveste o vocabulário de termos ricos e realiza malabarismos sintáticos. Casou-se com sua primeira esposa, Ilda Reis, em 1944, com quem teve uma filha, Violante. Em 1988, casou-se com Pilar del Río, com quem viveu até o fim da vida.

Obra de José Saramago
Poesia: Os poemas possíveis de 1966-;- Provavelmente alegria de 1970 -;- O ano de 1993 de 1975.
Crónicas: Deste mundo e do outro de1971 -;- A bagagem do viajante de1973 -;- As opiniões que o DL teve de 1974 -;- Os apontamentos, 1977.
Viagens: Viagem a Portugal de 1981.
Peças de teatro: A noite de 1979 -;- Que farei com este livro? de 1980 -;- A segunda vida de Francisco de Assis de 1987 -;- In Nomine Dei de 1993 -;- Don Giovanni ou O dissoluto absolvido de 2005.
Contos: Objecto quase de 1978 -;- Poética dos cinco sentidos - O ouvido de 1979 -;- O conto da ilha desconhecida de 1997.
Romances: Terra do pecado de 1947 -;- Manual de pintura e caligrafia de1977 -;- Levantado do chão de 1980 -;- Memorial do convento de 1982 -;- O ano da morte de Ricardo Reis de 1984 - A jangada de pedra de 1986 -;- História do cerco de Lisboa de 1989 -;- O Evangelho segundo Jesus Cristo de 1991 -;-Ensaio sobre a cegueira de 1995 -;- A bagagem do viajante de 1996 -;- Cadernos de Lanzarote de 1997 -;- Todos os nomes de 1997 -;- A caverna de 2000 -;- O homem duplicado de 2002 -;- Ensaio sobre a lucidez de 2004 -;- As intermitências da morte de 2005 -;- As pequenas memórias de 2006.
(Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal)
Saramago faleceu em 18/06/2010.

Meu Livro: Quem tem Medo de Gatos? E outras estórias (Ed. Vozes)

Meu Livro: Quem tem Medo de Gatos? E outras estórias (Ed. Vozes)

Sonhos são como nuvens valsando flocos de algodão

Minha foto
Palmas, Paraná, Brazil
Quando o coração começa a viajar cedo na vida, vai se espalhando e esparramando um pedaço da gente em cada canto por onde passamos. Acho que comigo foi algo assim. Minha família sempre ficou com a maior parte, talvez, também, a melhor, mas alguns pedacinhos indiscretos foram se perdendo pelos caminhos. Quando comecei a querer recrutá-los de volta, mandei muita correspondência, escolhi a forma poemas, a forma frases, pensamentos, mas nenhuma resposta imediata. Depois, enviei contos, romance... e usei a internet com suas múltiplas doses de endereços. Comecei a perceber que o que deixei para trás não há como recuperar, mas há sim um jeito de reconstruir esse coração, com novos arranjos, novos pedaços, colhidos aqui e acolá, alguns até parecidos com o meu, e penso que posso torná-lo inteiro novamente. Continuo usando as mesmas formas, porém, com novas fórmulas e novos endereços. Estou gostando das respostas que recebo. Meu coração ainda viaja, mas agora tenho roteiro e carteira de motorista! Prof´Eta (Professora e Poeta).

PÉROLA DO UNIVERSO

Uma curva desvia o que era destino,
Uma força, um vento, um siroco menino
Um grão perdido no sideral espaço
Cria a pérola solitária do universo.

Um róseo coração saltita pelos ares
Navega em barco a vela pelos mares
Voa inquieto, solitário burbulhando amor
Enfeitando jardins verdes de colorida flor.

Há um sonho que insiste se mostrar amarelo,
O quero azul, verde ou vermelho, mas sincero
Exibindo a nave do cósmico voante que o leva
E me busca e em dreams suaves nos enleva.

Mais um risco de um vento no universo... e um grão se fará pérola...

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